Tuesday, April 29, 2008

“Sejamos realistas exijamos o impossível”

Há 40 anos atrás os estudantes saíram às ruas para lutar pelo o impossível, e ainda hoje vemos que ainda existem muitas utopias para alcançarmos. Na universidade e em toda a sociedade nos deparamos com injustiças e fatos com os quais não podemos nos calar. Sabendo disso nós estudantes devemos nos manifestar, dentro do maior fórum do movimento estudantil da nossa universidade, o Congresso dos Estudantes da UFF. Por isso convocamos cada estudante a participar e debater sobre os rumos da universidade pública e nossa atuação dentro dela.
O movimento estudantil não se limita aos Diretórios e Centros Acadêmicos, DCE’s, e muito menos a forças políticas que atuam dentro do movimento estudantil. Nesse congresso estudantil, temos a chance de interferir ativamente na forma de se conceber o movimento estudantil de nossa universidade e de formular conjuntamente proposições que sejam capazes de reverter o marasmo em que muitas vezes nos encontramos. Queremos ultrapassar a fragmentação e a forma fratricida de realização da disputa de idéias em nossa universidade. Para isso buscamos um movimento em que os estudantes possam ser sujeitos e não expectadores do espetáculo de alguns. Não queremos formas fáceis, prontas e acabadas de se falar, de se fazer, mas expressar nossa liberdade e criatividade.
Acreditamos que é central unificar a parte crítica do movimento estudantil, com autonomia e disposição para construir consensos, não em um que adere aos projetos do governo acima de tudo, e muito menos no “contrismo” de quem é contra tudo e todos. O movimento que queremos e fazemos é propositivo. Deve sempre formular novos caminhos e estratégias para construir universidade e país melhores com a devida flexibilidade para compreender a complexidade dos processos em que estamos inseridos.
A UFF sofre com corte de verbas e os reflexos da visão de hierárquica e restrita de universidade dos últimos governos. Isso precisa ser combatido! Contudo, uma série de problemas que enfrentamos diariamente poderiam ser solucionados se exigirmos maior envolvimento da comunidade acadêmica. Hoje a UFF possui uma série de problemas que não são específicos de nossa universidade. Um exemplo é o problema da falta de assistência estudantil, que muitas vezes impede o estudante com poucas possibilidades financeiras de terminar seu curso.
Atualmente os cursos pagos são ministrados indiscriminadamente, inclusive por profissionais que deveriam ter dedicação exclusiva a UFF. A universidade, que deveria ser pública, acaba emprestando seus prédios para uma atividade em que apenas 30% da renda ficam para a universidade através da FEC (Fundação Euclides da cunha). Lembramos que, pelo caráter da FEC, suas contas não passam por nenhum espaço decisório da universidade como ocorre com os outros setores da UFF. A situação da privatização dos espaços da Universidade chegou a tal ponto que existem salas e andares inteiros de unidades da UFF onde os estudantes não podem nem entrar. Entre outros problemas internos temos ainda a completa falta de democracia nas instituições da universidade, apresentadas desde a não possibilidade de voto universal, até as atitudes repressivas da reitoria quanto à implementação do REUNI ou na proibição de festas nos campus. O que iremos fazer em relação a isso?
Precisamos construir uma universidade diferente, radicalmente democrática, com paridade nos conselhos. Precisamos reduzir a zero os cursos pagos na UFF, instituir atividades coletivas de planejamento e gestão. Gestão Transparente! Precisamos de transporte intercampi, moradia universitária, bandejão, interiorização com qualidade, incentivo à produção acadêmica, etc.
Temos muito a conquistar e para isso precisaremos unir forças e traçar metas. Acreditamos que a luta contra os cursos pagos e a falta de democracia são prioridades, porém não podemos ignorar que outras demandas aparecem e devem aparecer, como os debates de gênero, saúde, etnia, comunicação, ecologia, diversidade sexual, movimentos sociais, tolerância religiosa, direitos humanos etc.
Os desafios são muitos, mas os ecos da luta do maio de 1968 continuam a nos inspirar, e fazer-nos acreditar que um novo mundo é possível. A contribuição que esse congresso pode dar à Universidade é no sentido de levantar alternativas para os nossos problemas coletivos e impulsionar uma movimentação pela resolução deles. Sonhos e utopias ainda nos impulsionam para construir um novo mundo no cotidiano. Sejamos realistas exijamos o impossível.

Venha discutir conosco:
Seminario para construção de tese
10/05 no ICHF-gragoatá

Thursday, April 17, 2008

Os novos terroristas da mídia



Qua, 16 de abril de 2008 21:14
Poucas vezes uma reportagem a respeito do MST foi tão distorcida quanto a do Jornal Nacional da última quarta-feira. Nos dois minutos e vinte e quatro segundos da matéria busca-se a criminalização dos camponeses; para tanto, imagens e palavras são cuidadosamente articuladas para transmitir ao telespectador a idéia de que os militantes do movimento são os responsáveis por todo o medo que ronda os paraenses. Logo na abertura da matéria, o fundo escurecido por trás do apresentador exibe a sombra de três camponeses portando ferramentas de trabalho em posições ameaçadoras, como a destruir a cerca cuidadosamente iluminada pelo departamento de arte da emissora. Quando os militantes aparecem nas imagens, estão montando o acampamento e utilizando folhas de palmeiras - naturalmente já arrancadas das árvores. Quando a matéria corta para ouvir a opinião de um empresário local, ele tem ao fundo exatamente uma folha de palmeira, só que firme no solo - vistosa e viva. O representante da Vale do Rio Doce é o que tem mais tempo para se manifestar, até gagueja e balbucia: "esses movimentos... estão [nos] impedindo de trabalhar". Em nenhum momento os representantes do MST são ouvidos, o que contraria, inclusive, as próprias regras do manual de jornalismo da Globo. Mas quando os interesses comerciais de empresas amigas estão em jogo essas regras são postas de lado. Outro dado marcante desta reportagem é a descontextualização dos fatos. O telespectador é apenas informado que o MST “ameaça invadir a Estrada de Ferro Carajás, da Companhia Vale”, mas não se explica que esta ação direta tem uma origem: a privatização fraudulenta da empresa que era estatal. A companhia foi leiloada, em 1997, por R$ 3,3 bilhões. Valor semelhante ao lucro líquido da empresa obtido no segundo trimestre de 2005 (R$ 3,5 bi), numa clara demonstração do prejuízo causado ao patrimônio nacional. Desde então, cidadãos e cidadãs vêm promovendo manifestações políticas e ações judiciais que têm por objetivo chamar a atenção da sociedade e sensibilizar as autoridades competentes para anular o processo licitatório. Se há uma diferença brutal entre discordar de uma determinada opinião e omiti-la, este caso torna-se ainda mais grave porque não se trata de uma opinião, e sim de um fato político: a privatização da Vale é questionada na Justiça – e com grandes chances de ser revertida. Ao sonegar esta informação, a Globo comete um crime. Com a mesmíssima parcialidade age o jornal carioca O Globo. A reportagem publicada no mesmo dia sobre o MST não deixa dúvidas quanto a posição contrária do jornal. A chamada na capa diz: “MST desafia a Justiça e volta a ameaçar a Vale”; o pequeno texto, logo abaixo, aprofunda a toada: “O MST ameaça descumprir ordem judicial e invadir novamente a ferrovia de Carajás, da Vale, no Pará. Moradores da região estão atemorizados, com a cidade cercada por mais de mil militantes do MST, a quem acusam de terrorismo”. A reportagem principal, à página 9, é acompanhada de outra de igual tamanho. Ambas ouvem apenas a versão da mineradora privatizada pelo governo tucano de FHC. Imediatamente abaixo, como a reforçar a visão policialesca, uma fotografia de um homem morto sobre o título: “Em Porto Alegre, um flagrante de homicídio”. Nenhum dos dois veículos (O Globo e JN) registrou o apoio recebido pelo MST por artistas, intelectuais e lideranças partidárias. Esta falsa preocupação do Globo com a defesa do povo brasileiro não é de agora. O mesmo jornal que sugere que os militantes do MST são terroristas há 44 anos agiu da mesma foram quando um golpe de Estado derrubou o presidente constitucional João Goulart. Em texto editorial do dia 2 de abril de 1964, o “Globo” assinalou: - Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas (...) para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas (...), o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições (...) Assim como para o “Globo” os inimigos do passado eram aqueles que se insurgiam contra a ditadura que seqüestrou, torturou e matou milhares de brasileiros, hoje os terroristas são aqueles que lutam contra as multinacionais que roubam o patrimônio público, danificam o meio-ambiente e produzem graves problemas sociais. É por isso que ao interromper o fluxo de exportação de uma dessas empresas os militantes do MST acertam em cheio no sistema nervoso do capitalismo. Dotados apenas de enxadas e coragem, os sem-terra enfrentam jagunços armados, policiais e poderosos grupos de comunicação - esse coquetel que tem como objetivo massacrar o povo organizado. Os militantes do MST ensinam ao povo brasileiro: não é uma luta justa, mas é uma luta que pode ser vencida. Por outro lado, o jornalismo dos Marinhos mais uma vez revelou seu caráter covarde e submisso. Aliou-se aos poderosos e rasgou o juramento profissional da categoria, sobretudo no seguinte trecho: "A Comunicação é uma missão social. Por isto, juro respeitar o público, combatendo todas as formas de preconceito e discriminação, valorizando os seres humanos em sua singularidade e na luta por sua dignidade". Mas não há de ser nada. A História vai se ocupar de reservar a cada qual seu devido lugar. Marcelo Salles é correspondente da Caros Amigos no Rio de Janeiro e editor do jornal Fazendo Media (www.fazendomedia.com).

Friday, April 11, 2008

Saúde para quem? Para todos e todas!

Para nós saúde é um direito fundamental universal, contrapondo-se a qualquer mecanismo de mercado que restrinja seu acesso. O movimento de saúde conseguiu dar importantes passos na formulação de um projeto para a saúde brasileira que rompesse com uma lógica focalizada. A partir da regulamentação do SUS, avançamos em uma concepção de saúde para todos, equânime, integral e que prevê a participação da sociedade nos processos de decisão da política de saúde. Entretanto, esse projeto vem sofrendo vários ataques, como o sub-financiamento e a cooptação de movimentos nos espaços de controle social.
A resposta dos setores conservadores ao atendimento insuficiente do SUS é a crítica global a gestão pública, cuja dinâmica de funcionamento seria incapaz de satisfazer às demandas de saúde da população. Dentro dessa visão, pautada nos interesses de mercado, que o governo federal lança a proposta das Fundações Estatais de Direito Privado, instituições privadas instituídas e financiadas pelo poder público.
As Fundações Estatais de Direito Privado rompem com os princípios do SUS. Em lugar da universalização e integralidade da atenção à saúde, focalização do Estado no atendimento das demandas sociais básicas. A descentralização da gestão para os municípios dá lugar à descentralização das ações e serviços de saúde para a iniciativa privada. A Hierarquização é substituída por um sistema com várias portas de entrada, que a longo prazo incharão os hospitais. A regionalização é desrespeitada, pois as fundações não se orientam pelos serviços já ofertados na localidade e sim pelos seus interesses. O controle social exercido de forma paritária entre usuários, gestores e trabalhadores, é substituído por conselhos internos, composto em sua maioria por gestores.
Além de romper com os princípios do SUS, as fundações nos atingem diretamente, seja como usuários do sistema, sejam como futuros profissionais/trabalhadores, sejam como estudantes.
Aos usuários, as fundações estatais não garantem a gratuidade dos serviços, nem a qualidade do atendimento, pois não dão conta de responder a crise na saúde. Aos trabalhadores, as fundações estatais realizam a contratação pelo regime celetista, onde o trabalhador não tem mais abono de faltas, não tem aposentadoria com salário integral e não tem estabilidade no emprego. E aos estudantes, as fundações estatais reservam uma formação profissional orientada para o cumprimento de metas, o que significa um trabalho centrado no procedimento e não na atenção a saúde do usuário.
Infelizmente, enquanto estamos na luta contra as fundações estatais, junto aos movimentos sociais, construindo um ato unificado no dia 7 de abril, no dia internacional da saúde, a direção majoritária da UNE não se posiciona sobre essa pauta e ainda lança uma caravana da saúde que sequer toca no tema. A inversão de prioridade que a direção majoritária teve na articulação e na construção da caravana, preferindo o Ministério às Executivas de Saúde, exige uma resposta imediata do Movimento Estudantil. Nós do paga-nada defendemos uma ação conjunta, a partir da articulação das executivas de saúde, para que nos locais onde a caravana passar, façamos o debate contra as fundações, mobilizando os estudantes em uma grande campanha pressionando que todos os setores do movimento, incluindo a direção majoritária da UNE, se some a essa luta.
Avaliamos que esse momento é ímpar na luta em defesa da saúde pública. A exigência de mais verbas para saúde não pode estar descolada da luta pela manutenção dos direitos dos trabalhadores e dos usuários, seriamente ameaçados pelas fundações estatais. Por isso, vamos contagiar cada estudante de Norte a Sul do Brasil com a nossa luta!

Eu pago, não deveria, educação não é mercadoria!

Nas universidades privadas o ensino se dá pelo corte de gastos. É o ensino que se entende como ótimo quando oferece o mínimo para o aluno, que ainda é chamado de aluno, mas que já não é visto como sujeito. Um ensino que não privilegia o debate e a participação da comunidade, pois ele entende que como na empresa e na sociedade, só a hierarquia pode manter as coisas do jeito que estão, e na sua ótica, melhorar ainda mais. Este ensino propaga que o mercado é o melhor termômetro da qualidade de uma Instituição (Claro! Vou sair da Universo onde estudo e pago mensalidade de R$290 reais e vou para a FGV pagar R$ 1900,00! Lá talvez a biblioteca tenha um acervo melhor! Tudo é uma questão de escolha, deve ser a preguiça que me mantêm aonde estou!).
Este ensino propaga aos quatro ventos que o mercado é muito mais inteligente que os governos e que tentar regulá-lo é burrice e intromissão, apesar de esquecerem disso quando pegam dinheiro público para o financiamento das suas atividades, como os do PROUNI. Além do fato de que a transmissão e o compartilhamento do conhecimento não podem ser gerenciados pela esfera as Instituições Privadas de Ensino Superior representam uma brutal transferência de renda da população trabalhadora para grupos que cada vez mais constroem seu poder explorando justamente esta população, e inclusive, trabalham nas esferas públicas do poder, como a Câmara e o Senado, para fortalecer o ensino privado em detrimento do público. Por isso, nossa construção do movimento nas pagas deve contar com a defesa da forte fiscalização das IPES, defesa dos estudantes inadimplentes e luta pela redução das mensalidades.

Educação




O paga-nada parte do princípio de que educação deve ser um direito e não mercadoria. O cenário da educação no Brasil, ano após ano, tem sido de descaso e abandono pelos órgãos públicos, cedendo nosso direito à iniciativa privada. Resistir a isso passa por várias bandeiras e mobilizações, desde a luta pela educação pública, gratuita e de qualidade, passando por formas de garantia dos jovens de estudar (com assistência estudantil nas universidades e políticas públicas como o passe-livre irrestrito), até o combate a privatização do ensino público.
Nesse ano encaramos como tarefa central impulsionar um imenso debate sobre o projeto de educação que queremos, a partir de mobilizações unificadas com os movimentos sociais combativos e a construção de espaços que possam oxigenar um balanço sobre a educação no Brasil. Essa tarefa também é motivada pelos 10 anos da realização do Plano Nacional de Educação da sociedade brasileira, um dos maiores projetos já feitos pelos movimentos sociais. Os objetivos centrais do PNE da sociedade brasileira passavam pela erradicação do analfabetismo, universalização do atendimento escolar, melhoria da qualidade de ensino e da formação do trabalho escolar, além de uma promoção científica, humanística e tecnológica do país. O governo Lula, assim como Fernando Henrique Cardoso, manteve nove vetos ao PNE aprovado em 2001 no Congresso. Somos contra os vetos do PNE hoje de Lula e buscamos uma mudança radical nos rumos da educação brasileira.
(BOX) 28 de março – Como pontapé inicial em busca de um movimento amplo em defesa da educação pública tivemos a passeata no dia 28 de março, em memória aos 40 anos da morte do estudante Edson Luiz, na ditadura. Realizado no Rio de Janeiro com mais de 3000 jovens, dentre estudantes universitários, secundaristas, camponeses e moradores de favela, o ato marcou a unidade dos movimentos sociais no Rio de Janeiro e protestou contra a violência das favelas, a repressão da polícia nas ocupações das universidades, e a opção do governo Lula pelo lucro bilionário dos banqueiros ao abandono da educação e saúde. Essa mobilização não parou por ai, pois já está sendo debatido com os movimentos sociais de todo o país, uma jornada de lutas em defesa da educação para o mês de agosto, quando reforçaremos os princípios de uma sociedade mais justa contra a opressão dos estados que matam nossos jovens e tiram nossos direitos.

A Universidade é pública!

Uma universidade pública deveria ser um direito de todos e todas desse país. Contudo, é um direito para poucos. Sabendo disso, nossa defesa de universidade pública, gratuita e de qualidade e socialmente referenciada se coloca como peça chave de nossa concepção de disputa da sociedade.
O balanço que temos da política de educação do governo Lula segue a lógica privatista com um elemento próprio. São as Parceria-Público-Privadas (PPPs), que diz que tudo o que é público é bem público, de caráter privado ou estatal. Portanto, vagas compradas pelo governo em universidades pagas são públicas, assim como as universidades públicas são espaços abertos a iniciativa privada.
Ao contrário do que se pode pensar, essa mudança profunda na universidade, que chamamos de contra-reforma universitária, não serviu para ampliar o acesso ao ensino superior e nem seu financiamento. Para os defensores do governo Lula esse problema deverá ser suprido com o REUNI, Programa de Expansão para as Universidades Federais. O que se vê até o momento sobre esse projeto é a precariedade de verbas (que para muitas universidades federais pode significar menos verbas para o seu orçamento), nenhuma transparência na “reestruturação”, e um show de truculência e autoritarismo por parte dos reitores dessas instituições em decidir o projeto de universidade que devemos seguir daqui para frente.
Combatemos o REUNI para defender a universidade pública e a democracia dentro dela. Nesse movimento de resistência buscamos a construção de congressos e iniciativas que envolvam toda a comunidade acadêmica, em especial os estudantes, nos rumos da sua instituição. A exemplo da política de permanência para os alunos, vemos que as “metas de expansão” do MEC nada tem a ver com popularizar a universidade, deixando assistência estudantil de lado e obrigando que as verbas de 2008 sejam quase exclusivas para obras novas salas. Desse jeito, só quem entra para as “novas vagas” é quem pode continuar nela sem nenhum suporte de bolsas, moradia ou bandejão. Defendemos uma política de expansão com qualidade garantindo a permanência de todos os estudantes nas escolas, em especial aqueles com baixa renda. Isso sim é expandir a universidade!

Fundações de Apoio – Um forte indício de que nem o MEC e os reitores querem ampliar o acesso público, gratuito e de qualidade à universidade é a existência das fundações de apoio de direito privado. Essas instituições, criadas pelo MEC para apoio em projetos de pesquisa, ensino e extensão das universidades públicas, são o canal de privatização interna ao ensino superior público. Isso se dá, por exemplo, através da gestão de cursos pagos feitos pelas fundações. Por lei, às universidades públicas não podem gerir cursos pagos, deixando para as fundações esse serviço sujo. Além disso, fica mais escandaloso o desserviço prestado pelas fundações quando sequer respeitam o Código Civil, que permite que elas existam, para privatizar por dentro das universidades promovendo absurdas aquisições, como o apartamento do reitor da UnB, Timothy Mulholland, com direito a lixeiras de R$ 700,00. Nossa idéia é que a Frente de Luta contra a Reforma Universitária haja em defesa da transparência nas contas das universidades públicas, a fim de denunciar os reais interesses dos reitores de todas essas instituições, isto é, do lado da privatização e contra a educação como um direito.

Amazônia é deles? Essa luta é nossa!

A Amazônia brasileira será cenário de boa parte dessas obras, atingindo 2,5 milhões de hectares de extensão, 107 terras indígenas e outras 484 áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade. Os objetivos com essas obras são a integração latino-americana energética, incorporação de novas terras à agricultura de exportação e produção de biocombustíveis. Na prática se imagina uma imensa devastação ambiental para garantir uma infra-estrutura mais “competitiva” para o Brasil e outros países sul-americanos.
Para abrir esse caminho, está sendo defendido no congresso o projeto “Floresta Zero”, proposto pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) promove várias mudanças no Código Florestal brasileiro, sendo a mais gritante delas é a diminuição da reserva legal das florestas brasileiras de 80% para 50%. Se o projeto de lei for aprovado, o futuro da Amazônia estará perdido. Nossa tarefa é mobilizar os movimentos sociais para lutar contra essa tragédia ambiental.

Amazônia é deles? Essa luta é nossa!

A Amazônia brasileira será cenário de boa parte dessas obras, atingindo 2,5 milhões de hectares de extensão, 107 terras indígenas e outras 484 áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade. Os objetivos com essas obras são a integração latino-americana energética, incorporação de novas terras à agricultura de exportação e produção de biocombustíveis. Na prática se imagina uma imensa devastação ambiental para garantir uma infra-estrutura mais “competitiva” para o Brasil e outros países sul-americanos.
Para abrir esse caminho, está sendo defendido no congresso o projeto “Floresta Zero”, proposto pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) promove várias mudanças no Código Florestal brasileiro, sendo a mais gritante delas é a diminuição da reserva legal das florestas brasileiras de 80% para 50%. Se o projeto de lei for aprovado, o futuro da Amazônia estará perdido. Nossa tarefa é mobilizar os movimentos sociais para lutar contra essa tragédia ambiental.

O mundo hoje...


O paga-nada acredita numa sociedade onde os homens e mulheres são socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres. O mundo em que vivemos, regido pelas regras do mercado e da propriedade privada, é bem diferente desse que almejamos para a humanidade. O Brasil como um país “emergente” segue essa lógica e implementa, com Lula, um projeto de mudanças que serve ao Capital e a exploração imperialista aqui mesmo e em toda América Latina.
Estamos falando do Programa de Aceleração do Crescimento, projeto de realizações de inúmeras medidas do Estado nacional em diversas áreas do governo federal, com o intuito geral de “modernizar” o país para o mundo atual. Em especial, as mais profundas mudanças estão nas grandes obras de infra-estrutura a ocorrer em vários lugares no território nacional. Em conjunto com 10 países, o Brasil vem levando adiante a implementação de um conjunto de obras gigantescas, voltadas para ajustar as economias da região aos interesses do mercado globalizado e das grandes empresas – locais ou multinacionais.

Tá na FOE é lutador!

No último Congresso Nacional da UNE, em julho de 2007, a oposição de organizou unida na Frente de Oposição de Esquerda, ou para os íntimos, FOE. Criada em 2006, a FOE serviu como uma ótima alternativa de lutadores no ME cujo sentimento, acima de tudo, era de disputar todos os espaços do movimento, inclusive aqueles puxados pela UNE, para realizar uma transformação radical de seus rumos. Nunca permitindo que a direção majoritária fale sozinha em nome dos estudantes do país, a FOE apoio todas as mobilizações nacionais que defendiam a caráter público do ensino, assim como a luta por transformações sociais radicais no Brasil

Oposição da UNE na contracorrente...

Enquanto isso, muitos resistiram nos últimos anos e não se cansam de sonhar. Tivemos uma imensa vitória no ano de 2007 com a criação da Frente de Luta contra a Reforma Universitária, dando visibilidade nacional a lutas e mobilizações em oposição à opinião da maioria da UNE. Apesar do pouco tempo, a mais conhecida como Frente de Luta já é uma grande referência alternativa para os estudantes que se negam a aceitar o fim do direito à educação e a luta por uma sociedade mais justa. O paga-nada quer que a Frente de Luta esse ano seja capaz de manter suas tarefas de organização dos estudantes, além de conseguir unificar uma intervenção entre diversos segmentos, dentro da universidade, com docentes e servidores, aos movimentos sociais como um todo, buscando mais ações conjuntas para o futuro.

MOÇÃO DE APOIO DO PAGA-NADA AOS ESTUDANTES DA UFMG

MOÇÃO DE APOIO DO PAGA-NADA AOS ESTUDANTES DA UFMG

Nós do paga-nada em virtude do reconhecimento de que a violência de Reitorias e governos somos absolutamente contrários a qualquer repressão policial no país e no mundo.
A exemplo da passeata no dia 28 de março, em memória aos 40 anos da morte do estudante Edson Luiz, na ditadura, realizado no Rio de Janeiro com mais de 3000 jovens, dentre estudantes universitários, secundaristas, camponeses e moradores de favela, num ato marcou a unidade dos movimentos sociais no Rio de Janeiro e protestou contra a violência das favelas, a repressão da polícia nas ocupações das universidades, e a opção do governo Lula pelo lucro bilionário dos banqueiros ao abandono da educação e saúde, lutamos por democracia na sociedade e isso também passa por uma séria reflexão e crítica a um Estado brasileiro cada vez mais repressor e que interfere cada dia mais em nossos direitos humanos e constitucionais.
Defendemos a continuidade das lutas por democracia na universidade, que é parte da luta contra a mesma estrutura antidemocrática que ano passado aprovou o REUNI e absolve Reitores como o da UnB envolvidos em casos de corrupção.

Contra a repressão nas universidades!

Contra a violência aos jovens das favelas, nas escolas e nas universidades!

Contra o REUNI e por um processo democrático de gestão da universidade!

Moção de apoio a UNB

MOÇÃO DE APOIO DO PAGA-NADA À OCUPAÇÃO DA UNB

O coletivo Nós Não Vamos Pagar Nada apóia e se solidariza com os companheiros e companheiras da ocupação da UnB. Nossa atuação parte do princípio de que educação deve ser um direito e não mercadoria. O cenário da educação no Brasil, ano após ano, tem sido de descaso e abandono pelos órgãos públicos, cedendo nosso direito à iniciativa privada. Resistir a isso passa por várias bandeiras e mobilizações, desde a luta pela educação pública, gratuita e de qualidade, passando por formas de garantia dos jovens de estudar (com assistência estudantil nas universidades e políticas públicas como o passe-livre irrestrito), até o combate a privatização do ensino público.
O que vimos nas universidades federais no último ano foi uma imensa falácia de seus reitores na numa pseudo-defesa da expansão com base em promessas do governo federal. Nesse momento, com o escândalo Timothy-Finatec, vemos a verdadeira face dos reitores e seus instrumentos preferidos: as Fundações privadas.
Um forte indício de que nem o MEC e os reitores querem ampliar o acesso público, gratuito e de qualidade à universidade é a existência das fundações de apoio de direito privado. Essas instituições, criadas pelo MEC para apoio em projetos de pesquisa, ensino e extensão das universidades públicas, são o canal de privatização interna ao ensino superior público. Isso se dá, por exemplo, através da gestão de cursos pagos feitos pelas fundações. Por lei, às universidades públicas não podem gerir cursos pagos, deixando para as fundações esse serviço sujo. Além disso, fica mais escandaloso o desserviço prestado pelas fundações quando sequer respeitam o Código Civil, que permite que elas existam, para privatizar por dentro das universidades promovendo absurdas aquisições, como o apartamento do reitor da UnB, Timothy Mulholland, com direito a lixeiras de R$ 700,00 a decoração de apartamento na casa de meio milhão. Defendemos que a Frente de Luta contra a Reforma Universitária haja em defesa da transparência nas contas das universidades públicas, a fim de denunciar os reais interesses dos reitores de todas essas instituições, isto é, do lado da privatização e contra a educação como um direito.

Nesse sentido, somos defensores das bandeiras da ocupação da UnB, que propõe a renúncia do reitor e vice da UnB, a saída de todos os diretores da Finatec, além de propostas que promovem um outro projeto de universidade, radicalmente contrário do alimentado pelos reitores privatistas e suas fundações. Defendemos que a Frente de Luta em todo o Brasil se unifique a essa luta e, como um todo, se some aos compas da UnB, em uma campanha nacional contra as fundações de apoio.

Friday, April 04, 2008

V CONGRESSO ESTUDANTIL DA UFF

"Sejamos Realistas,exijamos o impossível"

16 a 18 de Maio (40 anos depois)

Tuesday, April 01, 2008

Urgente!!!!

PLENARIA DO COLETIVO
NÓS NÃO VAMOS PAGAR NADA-UFF
Pauta:
  1. Mistica
  2. Nossa Organização
  3. Congresso Estudantil da UFF

Local: Faculdade de Direito

Dia 08/04 as 21:30HS

Não FALTE!!!

Ato Público
Em defesa da Saúde,
Contra as Fundações!
Segunda Feira, 07/04 as 14hs-Na ALERJ-Centro do Rio

Nós não vamos pagar nada.

Nós Não Vamos Pagar Nada
Unificar os diferentes para não ficar tudo igual!

*Texto de seminario de março de 2007-José Rodolfo, Serviço Social

“Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e, sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir”.
A.Gramsci

O movimento estudantil brasileiro assumiu no século XX um papel de protagonismo nas lutas sociais. A campanha “O petróleo é nosso” (1947-50) foi o primeiro grande momento histórico do movimento estudantil brasileiro atuando como eixo ordenador da União Nacional dos Estudantes. Campanha esta que assinala pela primeira vez na entidade uma posição anticapitalista.

A fundação da UNE possuía bases de despolitização mesmo que esta tivesse caráter progressista e uma leitura de esquerda na entidade foi amadurecida paulatinamente. A UNE e o conjunto do movimento estudantil assumiram preponderantemente ao longo de sua historia um caráter de entidade atrelada a construção de um novo projeto de desenvolvimento para o país, mesmo que isso não fosse uma constante. De 1950 a 1956 por exemplo, a UNE foi dirigida pelo grupo de direita “Aliança Libertadora Acadêmica” ligada a UDN (União Democrática Nacional).

A ALA da UNE é repleta de campanha que ultrapassaram os muros da Universidade: O petróleo é nosso, campanha contra o aumento dos Bondes (1956), contra as multinacionais (1957), Contra o estado novo, pelo fim da ditadura, diretas já, fora Collor, fora FHC, etc...Vale ressaltar esse elemento para um balanço adequado, em termos de cultura política, da maioria do movimento estudantil hoje.

A rearticulação da UNE na década de 80 após muitas mortes nos porões da ditadura recolocaram a entidade em papel central no cenário político brasileiro. Nesse momento a UNE começa a contar com novos parceiros para a construção da luta, surgidos na grande efervescência que foi a década de 80. Os parceiros maiores e mais centrais, a CUT nascente e o MST, constituíram relação orgânica na disputa por uma nova hegemonia na sociedade brasileira. Para além dos caras pintadas e do “fora Collor” muito ocorreu sobre a década de 90. A consolidação da hegemonia da UJS através do controle burocrático da entidade e da instauração da carteira da UNE como obrigatoriedade para meia-entrada foram os fatos de maior relevância.

Na década de 90 a disputa política da UNE toma novos rumos, o debate programático em termos apenas das bandeiras a serem defendidas se ampliou para um debate em torno da forma e do programa do movimento estudantil brasileiro. A maior parte da esquerda da UNE nesse momento percebe que não se trata apenas de modificar a direção da UNE para se resolver os problemas do movimento estudantil (ME), cada vez mais em refluxo e com graus de despolitização ascendente. A UNE das grandes campanhas havia sido substituída pela UNE dos grandes congressos, com megashows e pouco debate político.

Os congressos da UNE se converteram nos últimos 17 anos sob domínio da UJS em espaços despolitizados que apenas legitimam uma hegemonia política construída sobre as mais diversas estruturas que não a construção autônoma do ME. A disputa que noutros momentos se dava a quente no debate político na base, cada vez mais se tornou a disputa por quem tem mais grana para pagar ônibus. A intervenção da esquerda também foi tomando caráter complicado.

Nas ultimas décadas de ME, além do controle das estruturas, a hegemonia da UJS se deu por diversos fatores, entre eles pela capacidade de acomodação do discurso que essa juventude demonstrou diante do avanço neoliberal. Não é de hoje que a política cultural da UNE é atrelada a rede globo de TV, a exemplo de um festival de música realizado em 2002 pela entidade para a rede filmar uma de suas novelas.

O crescimento da rede privada de ensino superior em ritmo acelerado foi outro fator que contribui em muito para a atual situação do movimento estudantil, só para se ter uma idéia o contingente de alunos em 2003 dividia-se entre as instituições públicas e privadas na razão de 31% para 69%, respectivamente, em 1995 essa razão era de 39% para 61%. A mudança de base operada pela UNE não refletiu uma ampliação da base militante no movimento estudantil, mas uma tática da UJS/PC do B no sentido de neutralizar a oposição de esquerda na entidade. Para tanto, o campo incorreu na flexibilização do seu discurso de forma cada vez mais acentuada.

A isso, soma-se a reprodução da lógica burocrática de movimento estudantil, da hierarquia do levantamento de crachá por vários setores da esquerda da entidade e a extrema fragmentação, fruto do fenômeno de crise das esquerdas após a queda do muro de Berlim, que atuam na contramão da construção de unidade de ação nas lutas entre as forças e nos mais diversos setores.

A falta de unidade entre diferentes concepções impossibilitou a produção de novas sínteses para o momento histórico que vivemos e contribuiu para acomodações da esquerda em torno de mitos do neoliberalismo. Um deles foi a instauração de um novo padrão normativo no estado que o tornaria muito mais permeável, argumento esse incoerente com o seu encrudescimento, mas legitimado no Brasil pelos efeitos ainda existentes das diversas conquistas democráticas da década de 80.

A emergência da nova cultura política - “o novo (nem) sempre vence”



Parte da esquerda da UNE, a partir do diagnóstico de progressivo afastamento da entidade do que se espera de uma ferramenta para a construção de uma nova sociabilidade, identificou na cultura política vigente, reproduzida pelo movimento estudantil presente na UNE, o problema central para a construção de um movimento estudantil que opte pela transformação. É importante salientar que cultura política é mais que a forma da política, que o tom do debate, que a cor da camisa, que um tambor ou “fumaça amarela”, mas, sobretudo é a construção de um novo padrão de valores relacionais e ideológicos no intento de ultrapassar a cultura política atual, geradora de consensos em torno de uma sociabilidade de opressão e exploração. Acredita-se que esta nova cultura não brota da mente de um novo dirigente de uma nova esquerda, mas de uma coletividade em exercício incessante de novas sínteses. Nas palavras do filósofo italiano Antônio Gramsci:

“Criar uma nova cultura não significa apenas fazer individualmente descobertas originais, significa também e, sobretudo, difundir criticamente verdades já descobertas, “socializá-las” por assim dizer; e, portanto, transformá-las em base de ações vitais, em elemento de coordenação e ordem intelectual e moral.”



Uma nova cultura política no movimento estudantil redireciona a concepção de movimento estudantil para novas bases. Abaixo o que considero essencial nessa concepção de movimento que nosso coletivo adota ainda hoje:

- Um movimento estudantil engajado, para além do corporativismo no debate de educação. Apesar de identificar no debate de educação o elemento de coesão e legitimação central no movimento estudantil, a construção de uma nova cultura política implica ampliar as pautas do movimento para além de bandeiras corporativas. O desenvolvimento de parcerias entre o movimento estudantil e outros movimentos sociais e a reflexão crítica da totalidade social são essenciais para essa ampliação das bandeiras que extravase o movimento estudantil para além dos muros dos muros da universidade.

Essa postura engajada no espaço onde se formam novos trabalhadores e se forjam novos conhecimentos é essencial para a disputa por uma sociabilidade onde o ser ultrapasse o ter, a partir da auto-organização de oprimidos e explorados e para a demarcação de um projeto alternativo de sociedade sem exploração e opressão.

- Um movimento estudantil combativo, na defesa da liberdade sem pedir licença. A resposta ao marasmo neoliberal não é, portanto, a adequação do discurso a despolitização e desmobilização reinantes, ao contrario, é a afirmação de nossas bandeiras históricas, buscando demonstrar a sua pertinência na vida das pessoas através das mais diferentes formas.

- Um movimento estudantil autônomo e democrático: são elementos fundamentais para viabilizar a mais ampla mobilização de massas. Uma pratica política coerente com o projeto de sociedade que defendemos: auto-organização dos oprimidos e explorados e emancipação dos mesmos. Diante disto o movimento estudantil não deve servir de correia de transmissão para correntes, partido, movimentos e organizações externas a sua realidade, sendo autônomo em relação a partidos, governos e reitorias e onde quem decide sobre seus rumos são os estudantes que atuam nesses movimentos.

- Autonomia não implica em rejeitar o acúmulo que os partidos, movimentos e organizações políticas da esquerda oferecem como instrumentos importantes para construção da luta dos oprimidos e explorados, e muito menos perseguir ou impedir a plena participação de militantes organizados no movimento. Ao contrário, autonomia requer o mais amplo respeito à pluralidade de posições e opções organizativas, inclusive a opção de não estar organizada, cuidando para que os próprios fóruns do movimento estudantil definam seu futuro e não grupos e organizações externas a esse movimento.

- Democracia. A defesa de um mundo radicalmente democrático passa pela defesa de um movimento estudantil democrático e principalmente pela existência de uma prática democrática de movimento estudantil. Uma prática democrática de movimento estudantil está vinculada também à ousadia de demonstrar às pessoas que elas podem e devem interferir nos rumos da história de que elas participam, fomentando o debate nas bases através de espaços de democracia direta como assembléias aliado a uma preocupação de não subrepresentar ninguém.

- Um ME democrático deve levar em consideração as dificuldades enfrentadas pelo conjunto dos estudantes para participar do movimento estudantil, tais como dificuldades econômicas, de tempo (ocasionadas por situação econômica muitas vezes), dificuldades de expressão em público, etc... Além disso, é preciso construir estruturas horizontais de gestão, rechaçando hierarquias do tipo presidencialista em nossas entidades, esforçando-se na construção do método de “Voz, voto e ação” para todo o estudante que ingresse em entidade de base.

-Um ME antimachista. Um movimento estudantil que combata a opressão sobre as mulheres deve, para além do discurso, transpor em sua prática um combate radical a opressão de gênero. Para tal, a relação com o movimento feminista transversal ao movimento estudantil deve atuar no sentido de transpor as pautas das mulheres, historicamente oprimidas e super exploradas na ordem capitalista, para o movimento e instaurar uma lógica geral menos opressiva em relação.

- Um ME anti-racista. A realidade das universidades é profundamente atingida pela opressão aos negros e negras. Desde a composição até o espaço ocupado pelos negros na Universidade. Um problema que atinge a sociedade brasileira como um todo. No ensino fundamental brasileiro, pretos e pardos representam 53,2% do total de alunos e os brancos são 46,4%, enquanto no ensino superior a proporção de pretos e pardos é de 17,6% e a de brancos é de 81,5% (segundo os dados do IBGE tabulados pelo INEP de 2001). Esta realidade extremamente excludente já impõe uma demanda ao movimento estudantil que é a pouca expansão deste debate em nossas universidades, já que a maioria dos atingidos por esta opressão está excluída do espaço da Universidade.

A realidade do movimento estudantil é ainda mais brutal, basta observarmos a quantidade de militantes negros e a pouca relevância que a questão étnica assume em nossa prática quotidiana. O fenômeno de “branqueamento” (que consiste na adoção de padrões brancos pela etnia negra) é reforçado por uma prática de movimento que não põe em xeque esta questão e continua atribuindo ao debate setorial de negros, defensivamente o ônus da divisão, acusando a militância negra de racismo inverso. “Isso é racismo, defender cotas, porque separa”, como se já não houvesse uma cisão entre os que são oprimidos e os que não são, assim toda reação que enfrente o mito da igualdade racial é tida como separatista.

A necessidade de ampliação deste debate no movimento estudantil está relacionada ao modelo de universidade e de sociedade que queremos construir. A opressão étnica não está apenas relacionada à exploração econômica, o que se observa pela diferença brutal entre os padrões econômicos e étnicos da universidade brasileira. O fenômeno racista em nossa sociedade, infectada pelo mito da igualdade racial, está vinculado também a questão identitaria e as mais diversas trocas valorativas que legitimam diariamente uma violência simbólica aos homens e mulheres afro-descendentes.Um dado para análise deste fato é que na ultima gestão do DCE-UFF @s militantes negr@s representavam aproximadamente 10% da gestão.

- Um ME anti-homofóbico. A opressão a lésbicas, gays e transgêneros é também elemento a ser enfrentado pelo movimento estudantil e que corrói profundamente a construção do movimento como espaço de experiência democrática. Pense rápido em alguns comentários pejorativos entre as forças políticas e talvez você veja isso com mais clareza. A relação que o movimento estudantil estabelece com o movimento LGBT é ainda precária para quem considera importante o enfrentamento desta questão.

- Um ME ambientalista. É essencial que o movimento estudantil esteja engajado na construção de um novo padrão de relação com o meio ambiente na nossa sociedade. O capital tem nos imposto faz décadas seus nefastos padrões de degradação ambiental e parte da construção de uma nova cultura política é a afirmação disto e a denúncia deste sistema de morte.

- Um ME plural, horizontal, autônomo e democrático. Em suma, a defesa de uma nova cultura política abarca uma radicalidade, no sentido de ir a raiz dos problemas, que concebe os problemas do movimento estudantil para muito além da direção da UNE, são problemas de cultura política, que orbitam em torno da concepção de movimento estudantil defendida e praticada pela maior parte das forças políticas do ME.





“A nova cultura virou fumacinha amarela?!”


"Aqueles que regressam
que lhes importavossas tristezas?
Que falta lhes faza franja de alguns versos?
Basta-lhes um par de muletas com que renguear pelo resto da vida.?
Covarde!Tens medo?
Te matarão!"


Maiakovsky


O início do governo Lula marca um novo ciclo para a esquerda e para o conjunto dos movimentos sociais brasileiros. Uma série de processos em aberto é concluída e o seu fim não foi o melhor fim possível. A ascensão do governo lula representou um novo impasse na construção efetiva de uma nova cultura política e de uma sociedade radicalmente diferente.

Os ataques dirigidos às conquistas históricas dos trabalhadores e dos estudantes no Brasil não tardaram, no primeiro ano a reforma da previdência, depois a reforma universitária e as diversas políticas do atual governo que atacam direitos e conquistas históricas dos movimentos sociais. O primeiro momento no movimento estudantil foi de crise na esquerda, já que parte dos campos que defendiam uma “nova cultura política no movimento” foram engolidos pela força centrífuga do campo governista, contudo a guinada destes campos para a concepção de movimento estudantil a que se opunham não foi um processo pacífico e muito menos um processo consensual nestes campos.

Muitos estudantes e lutadores da esquerda em geral se desiludiram por sentirem-se órfãos diante da traição de antigos companheiros e outros tantos travaram e travam até hoje a disputa por um referencial de construção de uma nova cultura política no movimento estudantil. O último CONEB (Conselho Nacional de Entidades de Base) coroou a guinada da maioria dos campos que defendiam uma nova cultura política no movimento estudantil para o campo atrelado ao governo, triturando a defesa histórica de autonomia do movimento estudantil, chegando ao limite de defenderem a votação indireta para presidente da UNE que sempre combateram no interior da entidade.

Esse CONEB demonstrou claramente que para alguns setores a defesa de uma nova cultura se converteu na defesa de um movimento estudantil “fofinho” com tambores legais e fumaça amarela na bancada.

A construção de grande parte dos coletivos de movimento estudantil que foram coerentes na defesa programática em torno de conquistas e direitos não era baseada na defesa de uma nova cultura, entre estes setores figuram a CONLUTE (Coordenação Nacional de Luta dos Estudantes). A CONLUTE surge da movimentação sectária do PSTU e tenta se apropriar da luta contra a reforma a partir do isolamento, ou seja, através da ruptura com a UNE aproximar-se dos lutadores e lutadoras que primeiramente completaram sua experiência com o governo lula. Outros que não se diferem muito são alguns dos nossos aliados esporádicos na construção do movimento, isto devido à dificuldade de aglutinação que o conjunto da oposição de esquerda tem sofrido na UNE.

O “Nós não vamos pagar nada UFF” surgiu como barricada na defesa de uma nova cultura política e construção de luta política autônoma e temos experimentado uma série de coisas ao nível nacional que acredito oferecem, hoje, maior suporte para a definição de nossas posições. Algumas das nossas experiências foram a construção da tese “A luta é que nos UNE” e da tese “YA BASTA” no congresso nacional da UNE (CONUNE) de 2005 e no CONEB de 2006 respectivamente.

“Quem não se movimenta não sente as cadeias que o prendem”

A luta não é luto, é nascimento.


Tenho pena de quem nunca teve essa prática de convívio.


Viva a nós e a uma humanidade mais humana,


mais justa e, por que não, mais poética


.Que todos aqui têm algo em comum e que as diferenças devem ser encaradas com mais sensibilidade.

Trecho do poema escrito em nosso 1º seminário do coletivo.


Monday, March 31, 2008

Rede Globo, a rapaziada, a alegria da burguesia e a pseudo-coincidência

por Mariana Vedder (UFF/Observatório da Indústria Cultural)"E Vamos À Luta
Eu acredito é na rapaziada
Que segue em frente e segura o rojão
Eu ponho fé é na fé da moçada
Que não foge da fera e enfrenta o leão
Eu vou à luta com essa juventude
Que não corre da raia a troco de nada
Eu vou no bloco dessa mocidade
Que não tá na saudade e constróiA manhã desejada
Aquele que sabe que é negro o coro da gente
E segura a batida da vida o ano inteiro
Aquele que sabe o sufoco de um jogo tão duro
E apesar dos pesares ainda se orgulha de ser brasileiro
Aquele que sai da batalha
Entra no botequim, pede uma cerva gelada
E agita na mesa logo uma batucada
Aquele que manda o pagode
E sacode a poeira suada da luta e faz a brincadeira
Pois o resto é besteiraE nós estamos pelaí."
Gonzaguinha



Era final de período e os militantes do Movimento Estudantil das Universidades Federais de todo o Brasil estavam preocupados com o futuro de suas instituições de ensino. Mais um decreto do governo Lula, e que dizia expandir vagas, democratizar o ensino, atender aos anseios da sociedade. Porém, na verdade, só pretendia aprofundar ainda mais o sucateamento dessas universidades. Muitas já em estado totalmente precário.
Uma noite dessas, me preparando para sair de casa, a televisão estava ligada. Bem no horário da novela das oito. Eis que vejo um grupo de pessoas (?) que pareciam estudantes/militantes incendiando uma escola e chamando a polícia para a briga. Pensei: Mas o que é isso? É o apocalipse? Não, não era o apocalipse, era uma "invasão" da reitoria da universidade particular Pessoa de Moraes, que tem como dona a personagem de Susana Vieira. Lembrei-me de um outro capítulo no qual José Wilker, importante e conhecido pedagogo da trama, durante uma conversa aparentemente informal, dava "aulas" sobre qual a solução para a educação no país. E adivinham o que ele disse? Claro, que a solução era privatizar, promover parcerias com a iniciativa privada, pois tudo o que é público não vai para frente.
Pode-se claramente notar que isso não é coincidência.Enquanto isso, no Brasil, mais de 20 reitorias de universidades federais estavam ocupadas por militantes que lutavam por democracia. Pelo simples direito de voz e voto da comunidade universitária no caso da votação do decreto/projeto do REUNI (Projeto de expansão e reestruturação das universidades federais). E a reitoria da universidade Pessoa de Moraes estava sendo "invadida" por militantes que também lutavam pelo direito de voto, pois o novo reitor havia sido indicado pela dona da instituição. O antigo reitor era marido da personagem, por esse motivo, com a morte dele, Branca Pessoa de Moraes (Susana Vieira), se sentiu livre para indicar quem seria o novo reitor. Uma espécie de Big Brother, no qual o novo líder seria "sugerido" pela Grande Irmã.
No entanto, a diferença entre os militantes da novela e os da "vida real" é que os estereótipos promovidos pela grande mídia são uma constante. Os militantes da vida real apanharam da polícia, foram reprimidos. E os da novela? Quebraram tudo, atearam fogo em pneus e destruíram parte do prédio da universidade. E, além disso, chamaram a polícia para a briga. Gostaria muito de saber qual é o militante que gosta de apanhar. Fato estranho. Mas falando de vandalismo, podemos fazer um balanço dos prejuízos de todas as reitorias de todas as federais que foram ocupadas. Com certeza não chegam aos pés dos prejuízos causados pelos "militantes" criados pela Rede Globo.
Não poderíamos esperar algo muito diferente disso, pois como disse Gramsci:
"Os jornais do capitalismo fazem vibrar todas as cordas dos sentimentos pequeno-burgueses; e são estes jornais que asseguram à existência do capitalismo o consenso e a força física dos pequeno-burgueses."
É claro que não estamos falando de jornais especificamente, mas essa citação de Gramsci pode ser aplicada a praticamente todos os produtos das corporações midiáticas e de seus idealizadores. É de inteira responsabilidade dessas pessoas a manutenção e afirmação do preconceito para com os membros de qualquer movimento social. Os ataques dessa novela não se dirigem apenas aos estudantes, mas também ao Movimento Negro, aos gays, aos moradores de favelas que, notoriamente, não se reconhecem na Portelinha.
Mas o pior ainda estava por vir. Nos capítulos mais recentes dessa completa maldade televisiva, o alvo tem sido apontado ao pseudo-militante estudantil da universidade em questão. O garoto, que é negro, está movendo um processo contra o reitor da Pessoa de Moraes, personagem de José Wilker, por racismo. Gravou uma conversa entre os dois na qual o reitor chamava o rapaz de zumbi. Então, o militante que nunca aparece nas aulas, que destrói a universidade onde estuda, que agride verbalmente a dona da instituição, chamando-a de fascista toda vez em que a encontra, de repente resolve "se vingar" de um reitor que jamais foi eleito. Como se os membros de movimentos sociais fossem capaz de tal insanidade. É muito descaramento. A imagem do militante (tanto do movimento negro quanto estudantil) construída nessa trama é impressionantemente manipulada e grotesca. De uma inteira falta de dignidade até.
Outro fato muito curioso é que só nessa novela o reitor dá aulas. Desconheço outra universidade onde isso ocorre. E o mais inusitado: dá cursos de férias gratuitos para os moradores da favela. Favela esta, controlada por Juvenal Antena (Antonio Fagundes), amigo do reitor e da dona da universidade. Não estou, no caso, criticando a atitude do personagem. Contudo, não consigo ver qualquer semelhança com a realidade das universidades particulares do país. É como se a telenovela fizesse questão de não representar mesmo a realidade. Como se estivesse à margem da realidade social e cultural brasileira. E o pior, como se tivesse orgulho disso. Afinal de contas, o espaço público não é pra ser plural, democrático e representar os mais diversos setores da sociedade? Parece que os "cabeças" da TV Globo não conhecem muito bem as regras de uma concessão pública.
Vale lembrar que, neste ano de 2008, teremos uma ilustre comemoração: os 40 anos do Maio de 1968! Temos muito o que comemorar, principalmente pela inspiração que os acontecimentos da França de 1968 nos traz a cada dia de reflexão e luta por uma universidade, um país e um mundo melhor. E, é claro, esse acontecimento jamais poderia passar em branco pelos olhos da poderosa mídia opressora. Embora seja pelo motivo contrário do nosso, que lembramos com orgulho pelas vitórias alcançadas e com tristeza pelo sofrimento de muitos militantes da época, os donos da comunicação hegemônica logo encontraram um jeito de disputar o sentido desse importante marco na nossa história. Como já disse, não pode ser coincidência. Estudantes ocupando reitorias, tomando ruas, praças avenidas e o que mais tiver para ser tomado; comemorações do Maio de 1968 em 2008; os 90 Anos da Revolução Russa de 1917 lembrados no ano passado. Só poderiam mesmo contra-atacar. E da forma mais perversa possível, pois nossa réplica é desigual. Enquanto a TV Globo alcança cerca de 97% do território nacional, pouquíssimos cidadãos têm acesso à internet ou a meios contra-hegêmonicos que possam trazer concepções diferentes de sociedade.
Eu acredito é na rapaziada. É assim que a trama se inicia todos os dias. Mas eu jamais pude entender quem faz parte dessa rapaziada. De quem eles estão falando quando dizem que adreditam? Confesso que às vezes perco as esperanças por refletir sobre isso, pois a "rapaziada" que a Rede Globo diz acreditar está longe de se parecer com a rapaziada na qual o Movimento Estudantil acredita. Talvez, a rapaziada que a emissora acredita, assim como todas as organizações midiáticas burguesas, seja a mesma que matou tanta gente no período da ditadura militar; que mata inocentes na guerra do Iraque; que oprime os moradores de favelas e venera o BOPE; que faz questão de produzir sempre mais do mesmo na televisão e em todos os outros meios por eles controlados, ao invés de abrir espaço para a diversidade; etc. Poderíamos encher um livro com exemplos desse tipo. O complicado nisso tudo, é que atitudes como essa não acontecem pela primeira vez. E não deixarão de acontecer até que o poderio da mídia fascista deixe de existir.
Mas nós, sim, acreditamos na rapaziada! A rapaziada que vai mudar essa história.

Saturday, March 29, 2008

Edson Luiz vive !

Passeata Reune cerca de 3000 contra o caveirão
e em defesa da Educação !

Já era anunciado, se tornou realidade. A passeata organizada pela plenária dos movimentos sociais no rio de Janeiro relembrando os 40 anos do assassinato pela policia na ditadura militar do estudante Edson Luiz quando este participava de uma manifestação contra o aumento dos preços do restaurante calabouço foi um sucesso.
Cerca de 3000 pessoas pararam as ruas do Rio de janeiro e realizaram uma das mais bonitas passeatas dos últimos tempos.
As palavras de ordem e falas no ato denunciavam a política de terrorismo de estado a partir das incursões do caveirão, falavam do passe livre estudantil, contestavam a criminalização dos movimentos sociais e a priorização dos lucros dos banqueiros a milhares de vidas de brasileiros. A passeata parou em frente ao MEC onde relembramos que hoje assim como na época de Edson Luiz os investimentos em educação são insuficientes e não há assistência estudantil.

“Sai do chão, Sai do chão quem é contra o caveirão”- Este ato marcou a unidade do movimento estudantil secundarista e universitário do rio de Janeiro com movimentos sociais e populares como o MST,coletivo hip hop lutarmada, MNLM, etc... Nós do “Pagar Nada” que participamos da construção do ato ficamos muito felizes em perceber que a passeata fervia quando era chamada a sair do chão contra o caveirão, parece que enfim o movimento estudantil está percebendo que é preciso transformar os muros das escolas e universidades em pontes e que nossas pautas devem ser cada dia mais amplas. Suelen Suzano, militante do pagar nada e do DCE da UFF disse: É muito importante toda essa unidade entre os movimentos , principalmente porque foi construída pela base dos movimentos, no dia a dia”


"São eternos os que lutam".Durante toda a passeata foram lembrados os nomes de companheiros e companheiras assassinados pela ditadura militar ou pelas incursões policiais nas favelas, a cada chamada se ouvia um presente e todas as horas sem dormir colando cartazes, as horas fazendo faixa valiam a pena. As principais avenidas do Rio ficaram vermelhas denunciando o sangue que é usado pelos poderosos para obter seus superlucros, isso graças as mãos de centenas de militantes que durante o ato utilizavam guaxe e pintavam tudo,por onde passávamos.
Com direito a apresentação de Hip Hop e teatro o ato mostrou que é possível falar com as pessoas de forma palatável e eficaz. Terminou como foi todo o ato de forma emocionante, a ALERJ foi pintada de vermelho relembrando o sangue de todas as vitimas do terrorismo de estado do governo estadual. Ali bem ali onde o corpo de Edson Luiz trouxemos sua presença da melhor forma possível com muita luta ! As bolas vermelhas e as tintas nos lembraram que “São Eternos os que lutam”
Edson Luiz Vive!Sempre, Sempre, Sempre.


Nós não vamos Pagar Nada UFF
*Fotos Agencia petroleira de noticias